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terça-feira, 2 de outubro de 2007

Luciano Hulk assaltado

Luciano Hulk, apresentador do Caldeirão do Hulk, foi assaltado no bairro dos Jardins, em São Paulo. O apresentador desabafou no dia seguinte em artigo publicado na Folha de São Paulo, e dentre outras coisas disse o seguinte: “nós estamos chafurdados na violência urbana e não vejo perspectivas para sairmos do atoleiro”.

Realmente. Triste realidade a que vivemos. É triste não se ter tranqüilidade para andar pelas ruas. E é mais triste ainda ter a certeza de não se ter perspectiva de melhora a curto e médio prazo. Boa parte disso por culpa dos governos, que empurram para debaixo do tapete as mazelas da sociedade. Só que antigamente isso funcionava. Mas, agora, o lixo está saindo pra fora do tapete. A situação saiu do controle, e a violência, que antes ficava longe dos bairros nobres do Rio e de São Paulo, romperam fronteiras. Agora, não adianta mais botar 300 policiais na praia de Copacabana pra turista ver.

Há solução? Talvez haja. Dêem um pouco de dignidade às pessoas mais necessitadas. Dêem escolas com qualidade e um salário digno aos professores. Invistam em saúde pública. Dêem lazer e criem empregos. Sou do tempo em que se escutava um tiro, e todos se jogavam ao chão. Hoje, infelizmente, “estranhamos” quando não escutamos estampidos de tiros. Triste realidade que ninguém agüenta mais. Até quando?

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Camata chama quem se absteve de "gays cívicos"

Depois da “tragédia” pela absolvição de Renan Calheiros (presidente do Senado), começam a aparecer as partes “cômicas”. O senador Gerson Camata (PMDB-ES) chamou de “gays cívicos” os seis senadores que se abstiveram na votação. "Ele é meio termo, ele está no meio, quer dizer que, além de esconder na covardia vergonhosa da votação secreta, ele se esconde na abstenção...ele não está nem para lá nem cá, ele é coluna do meio" – disse Camata. Ele deixou claro que não quis ofender os gays com sua declaração. "Por amor de Deus, põe aí que eu não quero ofender os gays".

Concordo que não deveria ocorrer votação secreta em hipótese alguma no Senado, pois os excelentíssimos senadores estão representando o povo, e o povo tem direito de saber o que eles estão votando. Quanto aos gays ficarem ofendidos com a declaração do Camata, imagino que estejam. Não há relatos na literatura de gays correndo do pau.